Empreendedorismo


O GEM – Global Entrepreneurship Monitor – é uma pesquisa internacional, coordenada pela London Business School e o Babson College, com o objetivo de avaliar o empreendedorismo no mundo e embasada em indicadores comparáveis.

O GEM define o empreendedorismo como um aspecto da ação humana, onde todos os atos individuais de arbítrio são, em vários graus, expressões de atitudes empreendedoras, tais como motivação, inovação, competitividade e aspiração de rápido crescimento, e que podem ser sistematicamente e rigorosamente estudadas (GEM, 2006).

O Brasil participa do GEM desde 2000 e, no seu relatório de 2005, classifica os empreendedores como:

* Empreendedores iniciais, cujos empreendimentos têm até 42 meses de vida e ainda os subdivide em nascentes, quando em fase de implementação e com menos e três meses; e em novos, quando já em funcionamento, gerando remuneração e com três meses, ou mais.
* Empreendedores estabelecidos, cujos empreendimentos têm mais de 42 meses (GEM, 2006a).

Taxa de Mortalidade das Empresas

Mortalidade das empresas é o fechamento prematuro das empresas, isto é, o encerramento das atividades dos negócios recém constituídos (SEBRAE, 2006c).

No Estado de São Paulo, o SEBRAE, de São Paulo, efetuou um rastreamento entre outubro e dezembro de 2004, de uma amostra aleatória de 2000 empresas, registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo, no período de 1999 a 2003, e obteve o seguinte resultado (SEBRAE, 2006c):

* 29% não chegam a concluir o primeiro ano de atividade;
* 42% não atingem o final do segundo ano;
* 53% encerram suas atividades antes do fim do terceiro ano;
* 56% não ultrapassam o quarto ano;

Em outra pesquisa, realizada no primeiro trimestre de 2004, de abrangência nacional, o SEBRAE, de Brasília, obteve os seguintes resultados de taxa de mortalidade (SEBRAE, 2006b):

* 49,4% para empresa com até 2 anos;
* 56%,4 para empresas com até 3 anos;
* 59,9% para empresas com até 4 anos.

De acordo com pesquisa do SEBRAE (2006b), as três principais causas das dificuldades e razões para fechamento das empresas são:

* Em primeiro lugar vem a falta de capital de giro, o que pode indicar falta de controle do fluxo de caixa, e que, segundo Peter Drucker (2002), é uma das quatro armadilhas empreendedoras.
* Em segundo lugar está a falta de clientes, o que pode ser causado por falha de planejamento inicial da empresa.
* Em terceiro lugar cita problemas financeiros, o que pode demonstrar uma situação de alto endividamento.

A pesquisa concluiu que as causas de mortalidade das empresas no Brasil estão relacionadas, primeiramente, com falhas gerenciais na condução dos negócios e, em seguida, com causas econômicas e conjunturais.

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2 respostas para “Empreendedorismo”

  1. Parabéns pela página. Contém informações muito relevantes para quem deseja conhecer melhor o significado e a importância de se formar desde cedo entre crianças e jovens uma cultura empreendedora.
    Atenciosamente.
    Prof. Dr. João Cardoso Palma Filho
    Instituto de Artes – Unesp.
    Conselho Estadual de Educação

    1. Estimado Prof. Dr. João Cardoso Palma Filho,

      Fico extremamente lisonjeado por suas palavras, vindas de tão ilustre pessoa.

      Verifiquei vários pontos em comum, em nossos modos de “ver o mundo”.

      O primeiro refere-se ao “lugar da educação em artes na educação básica”, sem sombra de dúvida um aspecto importante e fundamental para a formação de um ser humano completo e, talvez hoje, relegado para um segundo plano pela premência da necessidade de resultados e diminuição de custos nas políticas e estratégias de ensino, não só públicas como também na área privada.

      Outro ponto que notei, foi sobre o estudo dos impactos da globalização nas políticas públicas de educação, outro assunto fundamental e que, creio eu, ser de não fácil análise e transmissão desse pensamento, pois visões sistêmicas e globais, muita gente confunde com idealismo e utopia, o que cria uma dificuldade maior para nós conseguirmos nos fazer entender…

      E, por último, para não estender muito, o projeto Pedagogia Cidadã, a meu ver, atingiu o âmago da necessidade de termos um preparo maior dos formadores de nossas crianças, que são o futuro de nosso País, justamente na fase crucial que são os primeiros anos escolares.

      Em suma, todos os pontos referidos são importantíssimos e estratégicos para que tenhamos uma sociedade preparada para os desafios que se avizinham e que cada vez mais evoluem para uma complexidade maior e em uma velocidade estonteante.

      Grato por sua atenção e tempo.

      Atenciosamente,

      Mário Luís Tavares Ferreira

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