Gestão da Mudança – Parte 4

A grande verdade é que a Gestão da Mudança poderia ser adjetivada como Gestão Contemporânea do século XXI, pois, o modelo newtoniano de ordem, estabilidade, linearidade e previsibilidade, não existe mais, talvez, inclusive, nunca tenha existido.

Porque se se observar as escolas clássicas e neoclássicas da teoria da administração, houveram umas dez linhas diferentes de pensamento (Taylor, Fayol,Weber, Mayo, McGregor, etc.) . Se se analisar os modelos de planejamento estratégico, observa-se outra dezena de linhas de pensamento, então, conclui-se que a própria Gestão sempre foi dinâmica e evolutiva.

Como já referido anteriormente e endossado acima, o equilíbrio é um caso particular e não uma regra geral, no mundo contemporâneo. Tanto nos ambientes internos como externos, das organizações, em suas mais diversas formas e perspectivas estão em constante mutação e adaptação à nova realidade que, por si, é dinâmica e imprevisível.

Os tempos, ou melhor a noção de tempo e mudança, se tornaram mais evidentes pela velocidade e intensidade com que, na atualidade, ocorrem as transformações, o que levou a destacar e reforçar o conceito de Gestão da Mudança, que, em verdade, sempre existiu.

As organizações são desenvolvidas e administradas por pessoas, logo, as colocações seguintes, sobre a Gestão da Mudança, terão como foco as pessoas e a sinergia necessária para que o processo dinâmico de gestão ocorra eficientemente e eficazmente.

Para ocorrer o processo dinâmico de constante adaptação e evolução de uma organização, é importante que a estrutura organizacional esteja apta ao aprendizado e auto-desenvolvimento. Para tal, o conceito de organizações que aprendem, pode ser sedimentado com o princípio das “Cinco Disciplinas” de Peter Senge. As quais são:

Desenvolvimento Pessoal:
as pessoas que praticam o auto-aprendizado, estudam, pesquisam e aspiram uma melhoria pessoal, desenvolvem a capacidade de fazer escolhas mais acertadas devido ao maior embasamento de informação e conhecimento, e com isso obter melhores resultados, tanto como individuo, como para a organização.

Modelos Mentais: O objetivo é desenvolver conscientização das atitudes e percepções que influenciam o pensamento e a interação. Discutindo estes aspectos as pessoas desenvolvem a capacidade de controlar mais as ações e decisões. Um dos pontos importantes deste item e entender a “escada de interferências” que mostra claramente como as pessoas rapidamente podem divergir para pressupostos e conclusões erradas, devidos à interação entre pessoas com modelos mentais diferentes e que não estão preparadas, ou não têm conhecimento, dessa possibilidade, de existirem diferentes modelos mentais.

Visão Compartilhada:
Tem por objetivo criar um foco em propósitos mútuos. As pessoas desenvolvem comprometimento, com o grupo ou organização, quando têm, ou criam, princípios, práticas e visões compartilhadas.

Grupo de Aprendizado: É a interação em grupo. Através do diálogo e discussão sobre as próprias habilidades, os grupos transformam seu pensamento coletivo, aprendem a mobilizar suas energias e ações para atingir seus objetivos. Isto é, criam uma capacidade e uma inteligência em grupo, superior à soma das partes, se cada um trabalhasse individualmente.

Pensamento Sistêmico: Tem por objetivo, entender a interdependência e a mudança. Por conseqüência, desenvolver a capacidade de lidar melhor com os resultados das ações que executarem. É baseado na teoria sobre comportamento do feedback (resposta, realimentação, retorno) e complexidade. Entender melhor como os sistemas mudam, facilita a compreensão e o desenvolvimento de sinergia para atuar em sintonia com os processos de mudança, tanto organizacionais, quanto com uma visão mais ampla do ambiente externo e do mundo.

Corroborando com os princípios acima e tanto válido para trabalho em equipe como individual, os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey, também são interessantes nestes tempos de mudança. Os quais são:

  • Ser pró-ativo, isto é, não esperar que os eventos ocorram, tomar iniciativas, estar atento a novas tendências, procurar constantes melhorias, ser construtivo, curioso, evolutivo, entre outros pontos.
  • Iniciar com o fim em mente, isto é, não perder o foco, ter um objetivo claro nas ações a executar, ter a visão de começo, meio e fim. Desenvolver comprometimento com princípios, relacionamentos e propósitos.
  • Colocar a coisas primeiras, primeiro, isto é, organizar e priorizar.
  • Pensar no modo ganha-ganha, isto é, levar vantagem, não é vantagem para ninguém. Principalmente no que diz respeito ao inter-relacionamento e liderança, resumindo, pensar em “nós”, não em “eu”.
  • Procurar primeiro entender, isto é, procurar entender, primeiro, a posição e idéia dos outros, depois fazer-se compreendido.
  • Desenvolver sinergia, o que é um processo fundamental para a cooperação criativa.
  • Auto-renove (original: “afine o instrumento”), estar sempre se renovando na área física, social, emocional, mental e espiritual. É o hábito que desenvolve a capacidade de viver e aprimorar todos os outros hábitos.

Próximo artigo, focaremos mais nos processos.

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