Planejamento e o Pequeno Empresário

A Importância do Planejamento Estratégico

Quando se fala em planejamento estratégico, por vezes, se associa com papelada, teorias da velha escola, uma tarefa enfadonha e interminável, e assim por diante.

Mas na verdade é um procedimento natural e embutido nas atividades praticadas diariamente. Planeja-se o melhor percurso para ir ao escritório. Planeja-se quando se vai às compras. Planeja-se as férias. E assim se faz com diversas outras tarefas e atividades diárias (profissionais e pessoais).

Com o planejamento estratégico, tem-se um ambiente alargado, um pouco mais de variáveis, uma linha de tempo mais expandida, metodologias específicas (ferramentas) e, geralmente, é preciso escrever. Mas isso continua sendo uma extensão, ou um aperfeiçoamento, do que se costuma fazer cotidianamente.

Continuando com o foco em pequenas empresas, o planejamento estratégico é uma ferramenta fundamental para evitar perder “o rumo no meio da caminhada”.

É como uma “bússola” e um “manual”, para ajudar os empresários a ultrapassar as fases iniciais de uma empresa e para ajudar a ir para o segundo nível e aumentar o negócio e resultados, para quem já está em operação.

Como o plano estratégico não é um documento estático, deve ser revisto e atualizado periodicamente. Na atualidade o ambiente negócios é extremamente rápido e mutável, seria uma utopia pretender definir um cenário de negócios para os próximos cinco anos (ou até três) e esperar que este esteja 100% correto, no futuro.

Quando se define (escreve) um plano estratégico, se está a organizar as idéias, define-se o objetivo empresarial, visão, missão, valores, metas, produtos, análise dos concorrentes, marketing e estratégia de vendas, números-chave, os recursos, os pontos de controle, viabilidade, custos, fluxo de caixa, necessidades financeiras, ponto de equilíbrio do negócio, e assim por diante.

Encerrando o Planejamento Estratégico, haverá o controle da situação e uma agradável sensação de missão cumprida.

O Plano Estratégico é uma referência e um documento para compartilhar com os parceiros e colaboradores para desenvolver sinergia, motivação e sincronicidade.

É um documento, que, se necessário, poderá ser apresentado ao gerente de conta bancária, em “maus tempos”.

É um conjunto de “ferramentas” já desenvolvido pronto para se utilizar e corrigir rapidamente qualquer desvio dos objetivos e planos originais, definidos no início da empresa.

Você vai dormir melhor com tudo planejado, organizado e controlado!

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5 respostas para “Planejamento e o Pequeno Empresário”

  1. Concordo quando se diz que um planejamento é importante para que se tenha uma diretriz, um caminho a ser seguido, com as devidas correções sempre que necessário. Agora pergunto, como é possivel fazer um planejamento quando a empresa vende um produto, como o ovo, recebe “à vista”, com cheques, mas que só podem ser descontados num prazo de em média quatro dias e esses cheques têm que ser repassados para pagar as nossas despesas, senão não se tem caixa, e muitas vezes os cheques voltam. Um outro inconveniente, esses cheques são de terceiros, até receber, muitas vezes ficamos devendo, deixando de pagar as nossas dívidas. Gostaria de algumas orientaçoes nesse sentido.

  2. Olá Myriam,

    Muito boa, a sua pergunta. Trabalhar com cheques é uma prática muito comum no Brasil, aliás, não muito comum fora, e mais ainda quando se lida com o varejo e com pequenos empresários. Pois a falta de fluxo de caixa é uma constante nesse ambiente.

    Como essa prática está mais do que sedimentada, não vou sugerir que deixe da a adotar por seria um desastre na sua operação e abriria mais portas para a concorrência, embora essa seria a solução pragmática.

    O custo do dinheiro continua muito alto, apesar da diminuição dos juros do BC. O argumento é que a inadimplência está maior, logo o spread dos bancos e financeiras tem que ser maior, e vamos continuar nessa ciranda, ainda, por um bom tempo.

    Falei do custo do dinheiro, porque você deve (precisa) saber quanto custa para você “rolar” esses quatro dias para receber os cheques e, também, precisa saber índices(porcentagem) de devolução de cheques (e quanto custa isso).

    Com esses dois números conhecidos, que não devem ser pequenos, você terá definida sua “meta de recuperação”, seu objetivo de melhora,de fluxo de caixa, sua otimização de resultados, etc…

    Uma porcentagem desse montante será sua margem de manobra. Tipo: seu eu tomar a ação (plano A), vou perder X em 90 dias, mas meu fluxo de caixa melhorará em Y a partir daí e além de ter o retorno de investimento desse “projecto” (pseudo-investimento) em 180 dias meu fluxo real melhorará Z%.

    Uma sugestão: Hoje em dia, todo pequeno comerciante tem aquelas máquinas de ponto de venda, ou para cartão de crédito ou para cartão de débito, ofereça um desconto K para quem utilizar esse processo para pagar seus produtos.
    Não esquecer de que cada transacão dessas tem um custo e deve estar calculado junto com o que foi dito no parágrafo anterior.

    Outra sugestão: mesmo desconto K+(custo da transação da sugestão anterior), para quem fizem pagamento eletrônico (hoje todos têm conta bancária).

    Outra sugestão: N de desconto para programações de fornecimento (compra) e/ou pagamentos antecipados.

    Todos os X, Y, K, N….etc,etc,etc devem ter simulações em planilhas e cenários projetados. Para você analisar o que vale a pena ou não e – muito importante – calcular o risco que cada ação.

    Espero que tenha dado alguma idéia possível. Caso tenha mais alguma dúvida ou sugestão para novos desdobramentos, é só dizer.

    Um abraço,
    Mario Ferreira

  3. Olá Myriam,

    Sim,sim. Eu conheço a Ono e vossos produtos, muito bons. Agora, eu estava imaginando a venda para pequenos empresarios e atacadistas.

    Sendo só para atacadistas, acredito que facilita um pouco mais, determinar aqueles números, a que me referi. Isto é, para saber quanto custa essa rolagem de 4 dias e a porcentagem (custo mensal/na realidade é uma perda) da devolução de cheques.

    Esse será o objetivo de “retorno”. Essa é a meta.

    Algumas outras ideias, sendo só para atacadistas, talvez seja possível(ou já tem) além de ter um registro das compras de cada um, ter também mais um registro sobre “eventos” que ocorrem com esse atacadista (cheque devol., atraso pgto, etc,etc).

    Com isso você tem um “perfil” de cada um e pode focar ações nos bons e “maus” pagadores.

    As ações seriam as que me referi no final do post anterior.

    Além disso, com esses registros, você começaria a criar o que chamam de CRM, Customer Relationship Management, traduzido livremente, Gerenciamento do Relacionamento com Clientes.

    Mas não faça (ou procure) nada muito sofisticado, as solucões simples são as melhores para os problemas mais complicados.

    Provavelmente, você pode começar esse controle com um conjunto de planilhas Excel. Depois, funcionando, pode pensar em sofisticar.

    Resumo da “ópera”:

    Objetivo: reduzir custo do dinheiro e diminuir perdas.

    Requerimentos: saber esses dois números e perfil (histórico) dos clientes, para poder focar (determinar) as ações.

    Analisar: Onde tenho as maiores perdas/custo (região, tipo de cliente, perfil, volume de compra, periodicidade, etc,etc)

    Ações: planejar scenarios para cada tipo de acão, calcular riscos, fazer cenários alternativos (plano B e plano C), sempre pensar em ações do tipo ganha-ganha, interessantes para sua empresa mas que sejam tambem interessantes para o atacadista.

    Implementacão: colocar na prática, aos poucos , e vá analisando os resultados, faça as correcões de rumo necessárias, ou volte e re-analise. Nada é estático ou definitivo.

    Um abraço,

    Mario Ferreira

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